O agora notório-nacionalmente Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, reconheceu na delação em Curitiba, pagamentos milionários de propina na estatal. Mas, comparando, disse que há “casos piores” em outros órgãos estatais, que usam ”práticas menos ortodoxas”. Comparando, definiu a Petrobras como “a madame mais honesta dos cabarés do Brasil”.
Questionado sobre o significado da frase, ele esclareceu que “eu quis dizer que a Petrobras era um organismo estatal bastante regulamentado e disciplinado”.
Machado não fez segredo sobre os órgãos estatais com “práticas menos ortodoxas”: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Companhia das Docas, Banco do Nordeste, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
Estudioso do propinoduto, Machado disse que “desde 1946 havia um padrão, segundo o qual empresários moldavam seus orçamentos com incorporação do conceito de custo político”. Começou com 3%, chegou maciçamente a 5 ou 10% e em casos raros alcançou 30%. Detalhe: a Petrobras foi fundada em 1953 e imediatamente entrou no esquema.
Estamos, mesmo perdidos: exatos 70 anos de corrupção endêmica.
Fonte: Espaço Vital
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