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segunda-feira, 6 de março de 2017

Reforma previdenciária será comparada com outros países

Por Abnor Gobdim, DCI.

Presidente da comissão, Carlos Marun, admite mudanças inevitáveis, mas defende pontos cruciais da proposta governista, a exemplo da idade mínima para aposentadoria

Padilha: o amargo regresso
Padilha: o amargo regresso
Foto: Reuters
Com pressa, a comissão especial que analisa a reforma da Previdência (PEC 287/16) deve discutir e votar na primeira quinzena de abril o parecer que será apresentado pelo relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Neste mês de março, o colegiado fará dez audiências públicas e um seminário internacional para discutir o modelo previdenciário adotado em outros países.
O presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), avalia como positivos os trabalhos realizados até agora pelo colegiado. O peemedebista afirmou que os parlamentares estão tendo a oportunidade de ouvir todos os lados atingidos pela reforma proposta pelo governo Michel Temer.
"Estamos garantindo o contraditório. Tanto que estamos oferecendo à oposição a oportunidade de indicar, a cada audiência pública, os participantes. As discussões, mesmo sendo acaloradas, não têm sido desrespeitosas", disse.
Marun disse que algumas mudanças no texto serão inevitáveis. Mas defendeu que os pontos mais importantes sejam mantidos, principalmente a idade mínima para se aposentar. O texto do governo prevê 65 anos para ambos os sexos.
"O que é importante ao meu ver é que as linhas mestras desse projeto sejam mantidas, que são: o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria, mesmo que haja alguma diferenciação entre o homem e a mulher, entre alguma categoria em função de particularidade dela. E a necessária sustentabilidade da Previdência."

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