Um caso que se tornou famoso foi do cardeal húngaro Jozef Mindszenty, que perseguido de todas as formas pelo regime, buscou asilo na representação dos EUA em Budapeste, sendo levado para o Vaticano após anos de negociações.
A perseguição aos católicos e cristãos não foi diferente na China. A diferença é que agora o Vaticano está aceitando a intervenção do governo da China na Igreja e determinando que aqueles religiosos que se opõem que aceitem isso, como é o caso do Arcebispo Emérito de Hong Kong, Joseph Zen. Ele confirmou uma informação publicada pelo site AsiaNews de que um alto diplomata do Vaticano pediu sua aposentadoria para ceder o posto ao bispo Joseph Huang Bingzhang, nomeado sem o aval do papa e inclusive excomungado em 2011.
Grave nisso é que o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, afirmou em um comunicado que o Papa Francisco tem conhecimento sobre todas as questões relativas aos católicos na China, que tem 12 milhões de fiéis. Esses estão estão divididos entre uma associação administrada pelo governo, sendo o clero eleito pelo Partido Comunista, e uma igreja não oficial leal ao Vaticano, que rompeu relações diplomáticas com a China em 1951.
O Papa Francisco, ao ceder ao governo da China para tentar melhorar suas relações com o regime, enfraquece a resistência cristã ao aceitar o comando do Governo Comunista sobre a Igreja Católica. Curioso é que o Papa mencionou não desejar outro caso Mindszenty, o qual nunca cedeu às pressões comunistas.
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