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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A IGREJA CATÓLICA E COMUNISMO CHINÊS



Durante a implantação comunismo pela União Soviética, os religiosos cristãos foram perseguidos e foram substituídos por outros comandados pelo regime comunista, especialmente na Igreja Ortodoxa. Isso ocorreu tanto na Rússia quanto nos países que foram dominados pela União Soviética, como Polônia e Ucrânia. Foi um processo político para consolidar a dominação política comunista, que teve reflexos na América Latina, com a criação soviética da Teologia da Libertação.

Um caso que se tornou famoso foi do cardeal húngaro Jozef Mindszenty, que perseguido de todas as formas pelo regime, buscou asilo na representação dos EUA em Budapeste, sendo levado para o Vaticano após anos de negociações.

A perseguição aos católicos e cristãos não foi diferente na China. A diferença é que agora o Vaticano está aceitando a intervenção do governo da China na Igreja e determinando que aqueles religiosos que se opõem que aceitem isso, como é o caso do Arcebispo Emérito de Hong Kong, Joseph Zen. Ele confirmou uma informação publicada pelo site AsiaNews de que um alto diplomata do Vaticano pediu sua aposentadoria para ceder o posto ao bispo Joseph Huang Bingzhang, nomeado sem o aval do papa e inclusive excomungado em 2011.

Grave nisso é que o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, afirmou em um comunicado que o Papa Francisco tem conhecimento sobre todas as questões relativas aos católicos na China, que tem 12 milhões de fiéis. Esses estão estão divididos entre uma associação administrada pelo governo, sendo o clero eleito pelo Partido Comunista, e uma igreja não oficial leal ao Vaticano, que rompeu relações diplomáticas com a China em 1951.

O Papa Francisco, ao ceder ao governo da China para tentar melhorar suas relações com o regime, enfraquece a resistência cristã ao aceitar o comando do Governo Comunista sobre a Igreja Católica. Curioso é que o Papa mencionou não desejar outro caso Mindszenty, o qual nunca cedeu às pressões comunistas.

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